jardim delirante
Quando criança, Patrícia ficava fascinada pelas peças de vidro lapidado de sua mãe, pela forma como as facetas dividiam a luz em cores. Esse interesse, aliado aos paradoxos de gravidade, rotação e calor do vidro, moldou sua trajetória artística — do design (garrafas, luminárias, móveis) às montagens em vidro, aprofundada por uma viagem ao Japão em 2018.
Enquanto os jardins ocidentais impõem ordem geométrica, a jardinagem japonesa trata o paisagismo como arte. Ela reinterpreta isso em casa: um jardim de vidro estratificado e zen, construído não com pedra e água, mas com materiais lúdicos, que remetem ao amezaiku, arte japonesa de esculpir açúcar quente, transformando o comum em surreal. Seu vidro nunca é plano; é enigmático e estratificado, evocando as nuvens de Stieglitz e os penetráveis sensoriais de Oiticica. O informe antecede a forma, ecoando a visão de Francis Ponge de dar ao mundo a forma das coisas mais particulares e assimétricas.
glass café
Essa é a sua página de serviços. É uma ótima oportunidade para falar sobre os serviços que você oferece. Clique 2 vezes na caixa de texto para começar a editar o seu conteúdo e adicionar todos os dados que deseja compartilhar com os visitantes.
tem doce?
Exposição “Sustentar o ruído”, Galeria Verso, Lisboa, 2025.



























